Susana chegou pontualmente às nove da noite à casa onde iria tomar conta de duas crianças de três e cinco anos enquanto seus pais iriam a um jantar de negócios numa cidade vizinha.
Depois de dar as explicações, o casal saiu da casa deixando Susana com as crianças que já haviam ido deitar-se, o que evitou que ela conhecesse as crianças ou seu quarto.
Algum tempo depois ela ouviu o choro de crianças no andar de cima onde ficavam os quartos e foi lá ver o que era. Chegando lá encontrou as duas meninas a chorar abraçadas uma á outra..
“O que foi?” – perguntou Susana.
“Eu não gosto de palhaços.” - disse uma delas estendendo a mão para um canto do quarto.
Susana apanhou um susto de morte ao ver a figura um boneco de palhaço do tamanho de uma pessoa adulta. Segundos após recuperar do susto ela também ficou com medo, pois o boneco era deveras assustador. Pensou por que os pais deixariam um boneco tão horrível como aquele no quarto das meninas. Ela sentou-se e cantou canções para as duas até elas voltarem a dormir. Depois disso voltou para o primeiro andar da casa e foi distraiu-se a ver televisão.
Um estouro acompanhado do choro das meninas minutos depois alertou novamente a jovem ama. Ela correu para o quarto onde as meninas choravam da mesma maneira de antes.
“Vocês tem que voltar a dormir. Ainda estão com medo do palhaço?
“Ele estourou um balão para nos assustar.”
Susana olhou para o chão e viu o balão estourado, uma agulhada no estômago deixou-a preocupada. Ela olhou para o palhaço uma vez mais e apercebeu-se que ele estava numa posição diferente da primeira vez que ela o viu. Ela também ficou com medo e disse para as meninas que iria pedir para os pais virem embora. Desceu as escadas e pegou no telefone que estava na parede, mas estava sem linha. Na sua mala, pegou no telemóvel e digitou o numero deixado pelos pais das crianças, a mulher atendeu.
“Olá é a Susana, eu estou a ligar porque as meninas estão com muito medo. Eu queria saber se eu posso tirar ou cobrir aquele boneco de palhaço gigante lá no quarto delas.”<
“O que? Nós não temos nenhum boneco de palhaço em casa.”
Somente ai Susana deu-se conta que não ouvia o choro das crianças e saiu disparada para a escada. O suor frio descia pela sua testa, seu coração disparado e a boca seca deixam clara a sensação de pavor que ela sentia naquele momento. Cada degrau da escada parecia ter quilómetros, pois ela queria ver as crianças e saber se estava tudo bem.
A última coisa que a mãe da criança escutou foi um grito, o riso de um palhaço e o telefone a cair no chão. O casal voltou para casa imediatamente e quando chegaram encontraram as duas crianças e a ama mortas. Todas tinham seus rostos pintados de palhaço e um balão de hélio amarrado no braço.

L.Summie
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
O palhaço intruso
19:51
No comments
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)






0 comentários:
Enviar um comentário
Todos os comentários que se pareçam com algo que uma de nós diria enquanto embriagadas, serão de imediato apagados. Obrigada,
Rissol_x